Na madrugada da quinta-feira, dia 30, agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública realizaram uma operação na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, que resultou na apreensão de 80 quilos de produtos perecíveis. Esses itens estavam enterrados na areia e seriam comercializados durante o show da cantora Shakira, previsto para o sábado, dia 2.
A ação, que começou ainda na noite da quarta-feira, dia 29, recebeu o apoio da Companhia de Limpeza Urbana. Durante as vistorias, foram recolhidos uma carrocinha, um carrinho com mercadorias e vários bancos plásticos já posicionados em locais estratégicos na faixa de areia de Copacabana.
Todo o material alimentício considerado perecível foi descartado pelas equipes responsáveis. O objetivo da operação era identificar produtos e materiais enterrados ou deixados de forma irregular, especialmente por ambulantes e barraqueiros, visando evitar a comercialização sem autorização e garantir a ordem na praia.
Além da busca por mercadorias, a fiscalização contou com a participação de agentes da Guarda Municipal. Durante os trabalhos, acampamentos erguidos com o intuito de reservar espaço para o evento foram desmontados, uma vez que é comum a instalação de grandes barracas por parte do público na faixa de areia.
A operação concentrou suas atividades nas proximidades da Rua Rodolfo Dantas, ponto onde está instalado o palco principal do show, que faz parte da programação do evento “Todo Mundo no Rio”.
Conforme as autoridades municipais, esta iniciativa busca não apenas coibir práticas irregulares e manter a limpeza da orla, mas também prevenir acidentes ocasionados pelo abandono de garrafas de vidro na areia e garantir maior organização do espaço público durante grandes eventos.
Desde maio de 2025, está em vigor um decreto municipal que estabelece normas para a organização da orla carioca. Entre as determinações, estão a proibição de garrafas de vidro e cercados na praia, a regulamentação do uso de música (com controle de volume e restrição de horários), a padronização de barracas com identificação de nome e número, além da exigência de cumprimento dessas regras por ambulantes e barraqueiros, de modo a assegurar o uso democrático e organizado das áreas públicas costeiras.