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São Paulo identifica segundo sarampo importado em 2026

Paciente é morador da Guatemala, tem histórico de vacinação e teve diagnóstico confirmado em São Paulo.

28/04/2026 às 21:16
Por: Redação

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo anunciou, nesta terça-feira, 28, que foi confirmado o segundo caso de sarampo importado no estado em 2026. O paciente em questão é um homem de 42 anos, residente na Guatemala, que possui histórico de vacinação contra a doença.

 

Esse caso foi detectado no fim do mês de março, na capital paulista, sendo posteriormente confirmado através de exames laboratoriais. Até o momento, a Secretaria não divulgou informações sobre o atual estado de saúde do paciente.

 

Este é o segundo registro de sarampo sem transmissão local do vírus em território paulista neste ano. O primeiro caso de 2026 foi registrado em um bebê de seis meses, não vacinado, que esteve na Bolívia em janeiro. No decorrer do ano passado, São Paulo também contabilizou dois casos importados da doença.

 

De acordo com informações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o sarampo continua sendo um desafio nos países americanos. Em 2025, 14.767 casos da doença foram confirmados em 13 países das Américas. No início de 2026, já foram notificados 15,3 mil casos, com a maioria dos registros concentrados no México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá.

 

Características e prevenção do sarampo

 

O sarampo é uma doença infecciosa de alta contagiosidade, que historicamente figurou entre as principais causas de mortalidade em crianças no mundo. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa por meio de secreções respiratórias, presentes no ar ao tossir, espirrar, falar ou simplesmente respirar.

 

Entre as doenças infecciosas, destaca-se a capacidade de disseminação do sarampo: uma pessoa contaminada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas suscetíveis à sua volta, que não estejam imunes. Justamente por esse motivo, a imunização é considerada fundamental para o controle da doença. A vacinação é o método mais eficaz de prevenção.

 

Os sintomas principais incluem manchas vermelhas que surgem na pele, febre alta acima de 38,5ºC, acompanhada de tosse, conjuntivite, coriza ou sensação intensa de mal-estar. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir para complicações como diarreia severa, infecções auditivas, perda de visão, pneumonia e até encefalite, que é uma inflamação cerebral. Algumas dessas complicações podem ter desfecho fatal.

 

No Brasil, a imunização contra o sarampo integra o Calendário Nacional de Vacinação. A primeira aplicação, que corresponde à vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), é recomendada aos 12 meses de vida. A segunda dose, que é a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), deve ser realizada aos 15 meses de idade.

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