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Lula sugere Nobel da Paz a Trump na tentativa de acabar com conflitos

Presidente brasileiro ironiza papel de Trump nas guerras e aponta falhas das instituições globais diante dos conflitos armados.

21/04/2026 às 18:21
Por: Redação

Durante visita oficial a Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que conceder imediatamente o Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderia ser um caminho para o encerramento das guerras em curso no planeta.

 

Lula declarou à imprensa que, diariamente, são veiculadas declarações do presidente Trump sobre o fim de oito guerras, sem que o mandatário norte-americano tenha recebido a referida premiação.

 

“A gente vê, todo santo dia, declarações – que eu não sei se são brincadeira ou não – do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz”, afirmou Lula, durante sua estadia em Portugal.


 

O presidente brasileiro acrescentou que, ao premiar Trump com o Nobel da Paz, haveria a expectativa de que não houvesse mais guerras, promovendo, assim, um período de tranquilidade e harmonia no mundo.

 

“É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz, tranquilamente”, concluiu Lula.


 

Críticas à atuação internacional e ao papel das Nações Unidas

 

Em diversos compromissos internacionais recentes, Lula tem destacado que o planeta atravessa o maior número de conflitos desde o término da 2ª Guerra Mundial. Para o presidente, nenhuma instituição internacional tem efetivamente pronunciado a palavra “paz”.

 

“Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo. Todo mundo sabe que sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo. Todo mundo sabe que nós estamos numa jornada pelo mundo para fazer mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas.”


 

Lula detalhou que as propostas de mudanças têm como foco o estatuto das Nações Unidas, com o objetivo de resgatar o sentido original da criação da organização, ocorrida em 1945. Para ele, é indispensável que o órgão volte a exercer o papel de harmonizar e buscar o fim dos conflitos armados em escala global.

 

“Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capa de contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje”, pontuou Lula.


 

O presidente brasileiro incluiu em seu roteiro oficial passagens pela Espanha e Alemanha. Após concluir os compromissos em solo português, Lula retornará à capital federal, Brasília.

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