Luciana Novaes, vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro, faleceu na segunda-feira (27), aos 42 anos. Sua história foi marcada desde os 19 anos, quando foi vítima de uma bala perdida enquanto cursava enfermagem na Universidade Estácio de Sá, no campus Rio Comprido, na zona norte do Rio, em 2003. Na ocasião, ela recebeu diagnóstico médico de apenas 1% de chance de sobrevivência, mas conseguiu resistir, embora tenha ficado tetraplégica.
A causa específica do falecimento não foi informada. Desde o fim do ano anterior, Luciana enfrentava complicações de saúde e esteve internada em estado grave.
Após o episódio de violência, Luciana adaptou-se à nova realidade e deu continuidade aos estudos. Ela graduou-se em serviço social e concluiu pós-graduação em gestão governamental. Em 2016, foi eleita para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no qual destacou-se por aprovar o maior número de projetos de lei em seu primeiro mandato.
No ano de 2020, período de restrições devido à pandemia, não conseguiu realizar campanha presencial por integrar o grupo de risco, mas ainda assim obteve 16 mil votos, ficando como primeira suplente da bancada.
Dois anos depois, em 2022, disputou o cargo de deputada federal, alcançando mais de 31 mil votos, o que lhe garantiu a segunda suplência do PT no estado do Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 2023, ela reassumiu a atividade parlamentar na Câmara Municipal do Rio.
Quando a Câmara Municipal do Rio de Janeiro foi informada sobre o protocolo de morte cerebral, o presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), lamentou profundamente o falecimento, ressaltando que Luciana foi uma mulher que transformou a própria dor em missão, fazendo de sua trajetória um exemplo permanente de determinação e empenho.
"Ao tomar conhecimento do protocolo de morte cerebral da vereadora, o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), manifestou profundo pesar pelo falecimento da parlamentar, uma mulher que transformou a própria dor em propósito e fez de sua trajetória um exemplo permanente de luta."
Durante sua atuação legislativa, Luciana Novaes deixou como legado quase 200 leis aprovadas, direcionadas especialmente para a inclusão social, defesa de direitos das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade.