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Festival internacional exibe novos talentos do cinema em Brasília

Evento reúne 18 filmes selecionados entre mais de 800 inscritos e homenageia cineasta Cibele Amaral na abertura

30/04/2026 às 18:33
Por: Redação

Na noite de quarta-feira, 29 de abril, a cineasta Cibele Amaral recebeu homenagem no Cine Brasília durante a abertura do Brasília International Film Festival (BIFF). Em sua passagem pelo palco, Amaral relembrou produções cinematográficas que marcaram sua trajetória.

 

O BIFF, que chega à sua nona edição, permanece em exibição até 3 de maio, oferecendo acesso gratuito ao público para assistir aos 18 filmes selecionados. Essas obras foram escolhidas entre mais de 800 inscrições recebidas pela organização do evento.

 

Cibele Amaral, há 23 anos, teve seu curta-metragem de 17 minutos, intitulado Momento trágico, exibido nas mesmas telas de Brasília. O trabalho, responsável por render à cineasta 30 prêmios, marcou o início de sua carreira no cinema. Ao retornar ao local, Amaral reforçou que a participação em mostras e festivais foi decisiva para sua formação profissional e para a consolidação de seu caminho no audiovisual.

 

Na primeira noite do BIFF deste ano, a cineasta e o público, que lotou a sala, assistiram novamente à exibição de Momento trágico.

 

“É preciso resiliência para ser cineasta.”

 

O festival tem como principal proposta proporcionar visibilidade a novos realizadores e servir de plataforma para que novas narrativas sejam apresentadas ao público.

 

Formação de público e estímulo à juventude

 

De acordo com Anna Karina de Carvalho, diretora geral do BIFF, festivais devem trabalhar para despertar o interesse e o encantamento dos espectadores, especialmente dos mais jovens. Segundo ela, essa estratégia é fundamental para atrair novas gerações ao cinema e afastá-las das telas de celular, proporcionando a experiência da sétima arte no formato tradicional.

 

Natasha Prado, diretora executiva e integrante da equipe de coordenação do festival, explicou que a seleção dos filmes prioriza obras de cineastas que estejam até o terceiro trabalho na carreira. Essa escolha tem o objetivo de ampliar as oportunidades e abrir espaço para quem está começando na área.

 

Entre os exemplos destacados por Prado está o do diretor norueguês Joachim Trier, cuja primeira produção, “Oslo, 31 de agosto”, foi apresentada em Brasília durante a edição de 2012 do festival. Em 2026, Trier conquistou o Oscar de melhor filme internacional com “Valor Sentimental”. Ao comentar esse histórico, Prado afirmou:

 

“A gente tem muito orgulho disso”.

 

Inclusão e gratuidade para o público

 

Para garantir a democratização do acesso, as organizadoras do BIFF defenderam a adoção de programação gratuita e a destinação de sessões específicas para crianças. Nesta quinta-feira, 30 de abril, por exemplo, a agenda inclui o longa-metragem infantil sérvio “O Segundo Diário de Paulina P”, dirigido por Neven Hitrec.

 

Além da programação para o público infantojuvenil, a mostra competitiva exibirá produções voltadas ao público adulto, como o longa brasileiro “Revoada”, de Ducca Rios, e o filme canadense “O Roubo”, dirigido por Aisha Jamal.

 

O evento, realizado na capital federal, mantém seu compromisso de fomentar a diversidade de narrativas e estimular a participação social no universo cinematográfico, ao mesmo tempo em que reconhece o papel fundamental das mostras para o desenvolvimento de novos talentos do cinema brasileiro e internacional.

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