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Cotação do dólar supera cinco reais e Ibovespa recua em cenário global tenso

Moeda norte-americana atinge cinco reais e Ibovespa encerra dia em queda; petróleo dispara em meio a incertezas globais.

30/04/2026 às 14:22
Por: Redação

No encerramento das operações desta quarta-feira, o dólar comercial chegou ao patamar de cinco reais, enquanto o principal índice da Bolsa de Valores brasileira registrou queda superior a dois por cento, evidenciando a cautela predominante nos mercados devido ao ambiente internacional instável.

 

Durante o dia, fatores como as incertezas relacionadas ao Oriente Médio, a reunião do Banco Central dos Estados Unidos e as expectativas quanto à definição da política de juros no Brasil exerceram influência direta sobre as negociações financeiras.

 

O dólar comercial foi vendido ao final do pregão a cinco reais e um centavo, representando um acréscimo de um centavo e nove décimos, o que corresponde a uma variação positiva de 0,4%. No início das operações, a cotação estava estável, em torno de quatro reais e noventa e oito centavos, mas experimentou elevação após a abertura das bolsas norte-americanas. O valor mais alto do dia foi registrado por volta das dezesseis horas, quando a moeda atingiu cinco reais e um centavo.

 

No mercado internacional, o dólar se valorizou em relação às principais moedas, reflexo de um ambiente externo marcado por incertezas, sobretudo em razão das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve, o banco central estadunidense, que optou por manter a taxa de juros no intervalo entre três inteiros e cinquenta centésimos e três inteiros e setenta e cinco centésimos por cento ao ano.

 

Desempenho do Ibovespa sinaliza pessimismo

O Ibovespa, indicador de referência da Bolsa brasileira, apresentou forte retração, alcançando o menor patamar desde o final de março. O índice fechou o dia em cento e oitenta e quatro mil setecentos e cinquenta pontos, equivalente a um recuo de dois inteiros e cinco centésimos por cento. Durante o pregão, o Ibovespa variou entre a mínima de cento e oitenta e quatro mil quinhentos e quatro pontos e a máxima de cento e oitenta e oito mil setecentos e nove pontos, com amplitude superior a quatro mil pontos.

 

Na semana, a desvalorização acumulada é de três inteiros e quatorze centésimos por cento, enquanto no mês a queda é de um inteiro e quarenta e cinco centésimos por cento. No acumulado do ano, registra-se alta de quatorze inteiros e sessenta e seis centésimos por cento. Desde o pico histórico alcançado em abril, o índice já sofreu retração aproximada de quatorze mil pontos, sendo que a perda desta quarta-feira foi a mais expressiva desde vinte de março.

 

Mercado de petróleo impulsionado por tensões regionais

Os contratos de petróleo negociados no exterior registraram forte valorização, motivada pelo agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência para o mercado norte-americano, encerrou as transações cotado a cento e seis dólares e oitenta e oito centavos, após alta de seis inteiros e noventa e cinco centésimos por cento. Já o Brent, utilizado nas operações da Petrobras, terminou o dia cotado a cento e dez dólares e quarenta e quatro centavos, valorizando-se cinco inteiros e setenta e oito centésimos por cento.

 

Essa alta se deve, sobretudo, à incerteza quanto ao fornecimento global da commodity, agravada pelo risco de eventuais bloqueios no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.

 

Clima internacional e decisões de política monetária

O ambiente global manteve o foco dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve norte-americano, ao manter o patamar de juros, demonstrou preocupação com o avanço inflacionário e com o aumento das incertezas em escala mundial. Simultaneamente, o agravamento do conflito no Oriente Médio ampliou a volatilidade dos mercados, enquanto a elevação do preço do petróleo acima de cem dólares por barril intensificou as pressões inflacionárias em diversos países.

 

Já no cenário nacional, o mercado financeiro aguardava a definição do Comitê de Política Monetária sobre a taxa básica de juros. A redução de vinte e cinco centésimos de ponto percentual, fixando a taxa anual em quatorze inteiros e cinquenta centésimos por cento, só foi divulgada após o encerramento das negociações.

 

As informações apresentadas refletem, ainda, dados colhidos junto a agências internacionais de notícias.

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