O Brasil foi sorteado para enfrentar o Canadá na fase de playoff da próxima edição da Billie Jean King Cup (BJKC), buscando uma vaga na elite do torneio, que é considerado o equivalente à Copa do Mundo feminina de tênis. A Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) realizou o sorteio dos confrontos decisivos nesta quinta-feira (23), definindo o caminho das seleções em busca da classificação.
A disputa entre as equipes brasileira e canadense está prevista para ocorrer em território nacional, entre os dias 20 e 21 ou 22 e 23 de novembro deste ano. A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) será responsável por confirmar o local exato da série.
Ao todo, 14 países participarão desta fase de playoff. Sete dessas nações conquistaram suas vagas por meio de classificações em grupos regionalizados. O Brasil, por exemplo, garantiu sua presença ao vencer o Zonal I das Américas, realizado em Ibagué, na Colômbia. Os outros sete participantes são seleções que foram derrotadas na fase classificatória da edição atual da BJKC, como o Canadá, que perdeu seu duelo contra o Cazaquistão.
Os confrontos seguirão um formato específico: no primeiro dia de jogos, serão realizadas duas partidas de simples. No segundo dia, haverá uma partida de duplas e mais duas de simples. Para vencer a série e avançar, o país precisa conquistar a melhor performance em três dos cinco duelos disputados.
No Zonal I das Américas, a equipe brasileira foi composta pelas atletas Nauhany Silva, Victória Barros, Ana Candiotto e Gabriela Cé. Entre elas, Nauhany Silva e Victória Barros, ambas com 16 anos, são vistas como as principais revelações do tênis feminino nacional.
Contudo, a convocação para o playoff não contou com a participação de duas das brasileiras mais bem classificadas nos rankings da Associação de Tênis Feminino (WTA, na sigla em inglês): Beatriz Haddad Maia, líder em simples, e Luísa Stefani, destaque em duplas, que desfalcaram a equipe.
Luiz Peniza, capitão da equipe brasileira, compartilhou sua perspectiva com a comunicação da CBT sobre o desafio que se aproxima.
Confrontos de playoff da BJKC, independentemente do adversário, são sempre contra equipes de alto nível. Tínhamos o desejo de jogar no Brasil, onde podemos contar com a atmosfera da torcida, que é sempre especial para o nosso time.