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Voto em pauta na Parada LGBT+ de SP 2026, que celebra 30 anos

Edição na Avenida Paulista terá tema "A rua convoca, a urna confirma" para reforçar a participação política em ano eleitoral.

25/04/2026 às 16:26
Por: Redação

A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, marcada para 7 de julho de 2026, transformará a Avenida Paulista em um palco para o debate político. Com o tema "A rua convoca, a urna confirma", o evento visa intensificar a discussão sobre a relevância do voto e da participação cívica em um ano de eleições presidenciais no Brasil.

 

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), responsável pela organização, enfatiza que o voto representa um mecanismo fundamental para a formulação de políticas públicas e para a salvaguarda de direitos essenciais à comunidade.

 

“A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir”, afirmou Nelson Matias Pereira, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

 

Considerada uma das maiores celebrações da diversidade global, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo alcança sua 30ª edição em 2026. Sua trajetória teve início em 1996, com a primeira manifestação realizada na Praça Roosevelt. No ano subsequente, em 1997, o evento migrou para a Avenida Paulista, local que se tornou seu ponto de consolidação e principal palco.

 

Ao longo de sua história, a Parada tem sido uma plataforma crucial para debater questões fundamentais. Entre os temas já abordados estão o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a possibilidade de adoção para casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia. A edição de 2025, por exemplo, focou na discussão sobre o envelhecimento da população LGBT+.

 

“A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável”, destacou Pereira em um comunicado.

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