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Ministério Público denuncia Marcinho VP, esposa e filho por organização criminosa

Investigação aponta envolvimento do rapper Oruam e familiares em lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas.

02/05/2026 às 15:28
Por: Redação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou denúncia à Justiça contra Márcio Santos Nepumuceno, conhecido como Marcinho VP, sua esposa Marcia Gama Nepomuceno, seu filho Mauro Nepomuceno, chamado de Oruam, além de outras nove pessoas. Eles são acusados de integrar organização criminosa e de envolvimento em lavagem de dinheiro.

 

Mandados de prisão, busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil na mesma semana em relação aos denunciados. As investigações apontam para uma estrutura organizada de lavagem de recursos oriundos do tráfico de drogas em diferentes comunidades do Rio de Janeiro.

 

Segundo informações da 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, mesmo após mais de vinte anos de prisão, Marcinho VP continua exercendo função de liderança dentro da facção criminosa Comando Vermelho. Atualmente, ele se encontra detido no presídio federal de segurança máxima localizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

 

A promotoria detalha que Marcia Nepomuceno é responsável pela gestão financeira do grupo, recebendo dinheiro em espécie de outros integrantes do Comando Vermelho. Para dificultar o rastreamento do patrimônio, ela adquiriu e administra uma série de estabelecimentos comerciais, imóveis e propriedades rurais.

 

Mauro Nepomuceno, o Oruam, também é apontado como beneficiário das práticas ilícitas do grupo. Ele teria recebido valores provenientes das atividades criminosas e feito uso de sua carreira musical para mascarar a origem dos recursos obtidos pela organização.

 

De acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público, a estrutura criminosa foi dividida em quatro núcleos distintos:

 

  • Núcleo de liderança encarcerada: sob comando de Marcinho VP, responsável por decisões estratégicas e controle das movimentações financeiras do grupo;
  • Núcleo familiar: composto por Marcia Nepomuceno e Oruam, que atuam na intermediação das ordens e administração de ativos do grupo;
  • Núcleo de suporte operacional: encarregado do suporte à lavagem de dinheiro e da ocultação do crescimento patrimonial dos integrantes;
  • Núcleo de liderança operacional: executa as práticas criminosas diretamente nas comunidades, como o tráfico de entorpecentes, além de receber os lucros dessas ações e realizar o repasse de parte dos valores ao núcleo familiar.

 

O Ministério Público destacou que a denúncia apresenta provas detalhadas da atuação de cada núcleo dentro da estrutura, revelando como os recursos ilícitos eram movimentados e disfarçados, bem como a influência de Marcinho VP no comando das operações, mesmo de dentro do sistema prisional.

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