A equipe brasileira de atletismo paralímpico alcançou a primeira posição no quadro geral de medalhas do Grand Prix de Rabat, no Marrocos, finalizado no último sábado, dia 23. Com um desempenho notável, o país acumulou um total de 57 conquistas, sendo 38 medalhas de ouro, 13 de prata e seis de bronze. A representação nacional na competição contou com a participação de 36 atletas.
A jornada vitoriosa teve um encerramento expressivo no último dia de disputas, quando o time verde e amarelo garantiu mais 13 lugares no pódio. Neste fechamento, foram nove ouros, duas pratas e um bronze adicionados à contagem final.
Entre as performances que renderam ouros ao Brasil no último dia do evento, a atleta potiguar Thalita Simplício se destacou. Ela conquistou a medalha dourada nos 400 metros da classe T11, destinada a competidores cegos, registrando o tempo de 1 minuto e 1 segundo e 47 centésimos.
Gostei do resultado, para três meses de treino neste ano. Estou testando novas estratégias nos bastidores e na corrida.
Outra conquista significativa veio com a capixaba Lorraine Aguiar, que assegurou o ouro nos 100 metros da classe T12, para atletas com baixa visão. Ela completou a prova em 57 segundos e 69 centésimos, superando a chinesa Yingying Qiu, que ficou com a prata ao registrar 1 minuto e 3 segundos e 49 centésimos, e a uzbeque Khusniya Olimjonova, bronze com 1 minuto e 11 segundos e 89 centésimos.
É uma prova para a qual não estou fazendo um treinamento específico e fiz minha segunda melhor marca da vida. Depois desse resultado, tenho mais confiança e sei que posso ainda mais.
O calendário do atletismo paralímpico brasileiro segue em maio, com a próxima etapa do Grand Prix agendada para Nottwil, na Suíça. Para esta próxima competição, a equipe será composta especificamente por atletas que utilizam cadeira de rodas ou participam das provas de petra.